{"id":56,"date":"2018-04-12T16:02:33","date_gmt":"2018-04-12T19:02:33","guid":{"rendered":"https:\/\/dovergilio.com\/rede\/?page_id=56"},"modified":"2018-04-12T16:03:51","modified_gmt":"2018-04-12T19:03:51","slug":"as-parabolas-sobre-o-reino","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/dovergilio.com\/rede\/as-parabolas-sobre-o-reino\/","title":{"rendered":"As par\u00e1bolas sobre o Reino"},"content":{"rendered":"<div id=\"int-post-intro\" class=\"large-36 medium-36 small-36 columns\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"int-content-color\">O Reino dos C\u00e9us \u00e9 semelhante a um tesouro escondido num campo que, quando um homem o acha, esconde-o e, cheio de alegria pelo achado, vai e vende tudo o que tem e compra aquele campo. O Reino dos C\u00e9us \u00e9 tamb\u00e9m semelhante a um negociante que busca p\u00e9rolas preciosas, e tendo encontrado uma de grande pre\u00e7o, vai, vende tudo o que tem e a compra. &#8220;O Reino dos C\u00e9us \u00e9 ainda semelhante a uma rede lan\u00e7ada ao mar, que apanha toda a esp\u00e9cie de peixes. Quando est\u00e1 cheia, os pescadores tiram-na para fora e, sentados na praia, escolhem os bons para cestos e deitam fora os maus. Ser\u00e1 assim no fim do mundo: Vir\u00e3o os Anjos e separar\u00e3o os maus do meio dos justos, e lan\u00e7\u00e1-los-\u00e3o na fornalha de fogo. Ali haver\u00e1 choro e ranger de dentes. Compreendestes tudo isto?&#8221;. Eles responderam: &#8220;Sim&#8221;. Ele disse-lhes: &#8220;Por isso todo o escriba instru\u00eddo nas coisas do Reino dos C\u00e9us \u00e9 semelhante a um pai de fam\u00edlia que tira do seu tesouro coisas novas e velhas&#8221; (Mt 13, 44-52).<\/p>\n<\/div>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Tr\u00eas par\u00e1bolas sobre o Reino \u2013 a do tesouro escondido, a da p\u00e9rola e a da rede -, preciosos ensinamentos para a nossa vida espiritual a fim de alcan\u00e7armos a eterna salva\u00e7\u00e3o. Quando os \u201cpescadores\u201d separarem os \u201cpeixes\u201d, no fim do mundo, estaremos n\u00f3s entre os bons, ou entre os maus?<\/strong><\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\"><em>Mons. Jo\u00e3o Scognamiglio Cl\u00e1 Dias, EP<\/em><\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\"><strong>I \u2013 O Reino revelado pelo Divino Mestre<\/strong><\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Tendo sido enviados alguns soldados pelas autoridades religiosas do Templo para prender Jesus, retornaram sem cumprir a miss\u00e3o, alegando ter sido imposs\u00edvel execut\u00e1-la, pelo simples fato de nunca ningu\u00e9m ter falado como Ele. Transparece, nesse epis\u00f3dio, o grande poder de express\u00e3o da verdade ensinada pela Verdade Encarnada. Ningu\u00e9m jamais chegou a ser Mestre, ou vir\u00e1 a s\u00ea-lo, em toda significa\u00e7\u00e3o do termo, como o foi Jesus Cristo. Quem, de fato, conseguir\u00e1 ultrapassar em pedagogia o Pregador Divino?<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Consideremos tamb\u00e9m quanto o homem \u00e9 moralmente incapaz de conhecer por si s\u00f3 e plenamente as verdades religiosas, necessitando para tal do concurso da Revela\u00e7\u00e3o. E tamb\u00e9m a esse respeito devemos questionar: quem melhor do que o pr\u00f3prio Jesus para oferecer essa Revela\u00e7\u00e3o? Ele trazia do alto uma rica variedade de temas para nos instruir, entre os quais se encontrava o do Reino de Deus.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Objetivo dos ensinamentos de Jesus<\/strong><\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Seu grande desejo era nos fazer conhecer diretamente as maravilhas que o Pai tinha nos preparado, pois n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil exprimi-las em linguagem humana, como o pr\u00f3prio S\u00e3o Paulo diria: \u201cNem o olho viu, nem o ouvido ouviu, nem entrou no cora\u00e7\u00e3o do homem, o que Deus preparou para aqueles que O amam\u201d (I Cor 2, 9). Mas se Ele nos mostrasse o Reino dos C\u00e9us, ao inv\u00e9s de no-lo revelar, perder\u00edamos os m\u00e9ritos. Por isso, tornava-se indispens\u00e1vel servir-se de imagens aproximativas, muito penetradas de l\u00f3gica e verossimilhan\u00e7a, e facilmente acess\u00edveis \u00e0 nossa intelig\u00eancia. Os recursos de uma orat\u00f3ria empolada n\u00e3o eram necess\u00e1rios ao Mestre, por ser Ele quem era e por comunicar uma doutrina eterna, grandiosa, portanto, na sua pr\u00f3pria subst\u00e2ncia.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Em face do anteriormente dito, e analisando os fatos como se realizaram, torna-se claro para um simples leitor dos Evangelhos o quanto Jesus n\u00e3o teve por objetivo, em Sua vida p\u00fablica, formar profissionais, artistas ou especialistas em ci\u00eancia. Ele Se empenhou em constituir as pedras vivas de Sua Igreja para encaminh\u00e1-las ao Seu Reino eterno. Compreendemos tamb\u00e9m melhor algumas das raz\u00f5es que O levaram a Se apresentar, em Sua miss\u00e3o, como perfeito e excelente modelo para todos os que s\u00e3o chamados a ensinar. Pelo Seu modo de agir, advertia os erros, enganos e desvios daqueles que visam fazer-se conhecidos atrav\u00e9s da doc\u00eancia, ou daqueles que procuram se apropriar da verdade, quando na realidade \u00e9 ela um bem comum.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Depois de Jesus, os Santos e os Doutores muito nos esclareceram sobre este ponto particular, como o fez Santo Agostinho ao escrever: \u201cQuem reivindica para si pr\u00f3prio aquilo que V\u00f3s ofereceis para uso de todos, querendo como particular o que \u00e9 de todos, \u00e9 reduzido do que \u00e9 de todos para o que \u00e9 seu, isto \u00e9, da verdade para a mentira\u201d.1 Sim, debaixo deste prisma, Jesus nos deu o mais alto exemplo de despretens\u00e3o, tal como nos diz S\u00e3o Paulo: \u201cSendo de condi\u00e7\u00e3o divina, n\u00e3o reivindicou o direito de ser igual a Deus, mas aniquilou-Se a Si mesmo, tomando a forma de servo, tornando- Se semelhante aos homens\u201d (Fl 2, 6-7). Por isso, invariavelmente, n\u00f3s O encontramos reportando-Se ao Pai.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Supremacia do Divino Magist\u00e9rio<\/strong><\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Eis alguns elementos que nos levam a melhor entender o porqu\u00ea de Jesus Se fixar nos c\u00e9us da Hist\u00f3ria como o Divino Mestre. Assim, afirma o Doutor Ang\u00e9lico: \u201cCristo \u00e9 o principal doutor da doutrina espiritual e da f\u00e9, conforme a Carta aos Hebreus: \u2018Tendo come\u00e7ado a ser anunciada pelo Senhor, foi depois confirmada entre n\u00f3s pelos que a ouviram, confirmando Deus o seu testemunho por meio de sinais, prod\u00edgios\u2019, etc. (Hb 2, 3-4)\u201d.2 E, de fato, com toda seguran\u00e7a pode- se falar numa excel\u00eancia do Magist\u00e9rio de Cristo, pois \u201co poder de Cristo ao ensinar se v\u00ea, seja pelos milagres com que confirmava a doutrina, seja pela efic\u00e1cia com que persuadia, seja pela autoridade com que falava, pois o fazia como quem tinha dom\u00ednio sobre a lei, afirmando:<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">\u2018Eu, por\u00e9m, vos digo\u2019 (Mt 5, 34), seja finalmente pela retid\u00e3o de seu proceder, vivendo sem pecado\u201d.3 Refor\u00e7ando ainda mais essa visualiza\u00e7\u00e3o sobre o Sagrado Magist\u00e9rio do Divino Mestre, S\u00e3o Tom\u00e1s nos mostra como a ci\u00eancia sagrada supera todas as outras, seja quanto ao seu objeto, pois se ocupa de temas elevados que s\u00e3o inacess\u00edveis \u00e0 pura raz\u00e3o humana, enquanto as outras s\u00f3 abrangem o que se encontra em seus limites; seja quanto \u00e0 certeza, pois a ci\u00eancia sagrada baseia-se na Luz divina que \u00e9 infal\u00edvel, e as outras na luz da raz\u00e3o, que \u00e9 pass\u00edvel de erro. Da\u00ed concluir:<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">\u201cLogo, \u00e9 evidente que, sob todos os aspectos, a ci\u00eancia sagrada \u00e9 mais nobre que as demais\u201d.4 Diante dessa supremacia do Divino Magist\u00e9rio de Jesus, reconsideremos por que raz\u00e3o servia-se Ele de par\u00e1bolas em Seu ensino.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\"><strong>M\u00e9todo que entrela\u00e7a simplicidade e eternidade<\/strong><\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">As par\u00e1bolas eram muito comuns no Antigo Testamento. Entre elas podemos mencionar a do canto da vinha de Isa\u00edas\u00a0(cf. 5, 1-7), ou a usada por Nat\u00e3 para invectivar Davi por seus pecados (cf. II Sam 12, 1-4). Tudo leva a crer que, nos tempos da vida p\u00fablica de Nosso Senhor, elas haviam se tornado ainda mais utilizadas, sobretudo entre os rabinos.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Eram de tipo muito variado, incluindo uma compara\u00e7\u00e3o com o intuito de tornar acess\u00edvel um ensinamento \u00e1rduo de ser entendido. Enquanto instrumento pedag\u00f3gico, apesar de sua simplicidade \u2014 e talvez at\u00e9 por essa raz\u00e3o -, acabavam por ser atraentes, pois, devido a certa nota de ambig\u00fcidade que sempre as acompanhava, resultavam enigm\u00e1ticas.<br \/>\nAssim, ficavam curiosamente intrigados aqueles que n\u00e3o alcan\u00e7avam seu inteiro significado, e os que captavam seu conte\u00fado gozavam de alguma alegria. Da\u00ed dirigir-se o Divino Mestre aos Seus ouvintes nestes termos: \u201cQuem tiver ouvidos para ouvir, que ou\u00e7a\u201d (Mc 4, 9).<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Discutem entre si os autores a esse prop\u00f3sito. Alguns, atrav\u00e9s de um prisma feito de justi\u00e7a, analisam as par\u00e1bolas enquanto sendo um procedimento utilizado pelo Messias com o objetivo de castigar os que se negavam a acreditar na Revela\u00e7\u00e3o, apesar de Seus milagres. Entre eles sobressai Maldonado, bem como Knabenbauer e Fonk. Outros, pelo contr\u00e1rio, a partir da miseric\u00f3rdia explicam que o suave v\u00e9u das par\u00e1bolas visava estimular o interesse dos circunstantes, levandoos a fazer perguntas, e por isso afirma S\u00e3o Jer\u00f4nimo:<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">\u201cMistura o claro com o obscuro para que, por meio do compreens\u00edvel, alcancem o que n\u00e3o entendem\u201d.5 Tamb\u00e9m era indispens\u00e1vel que Jesus formasse Seus disc\u00edpulos passo a passo \u2013 e n\u00e3o de maneira brusca \u2013 dentro dos novos horizontes. E sob este ponto de vista, o m\u00e9todo por Ele adotado n\u00e3o poderia ser melhor.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">De si, a par\u00e1bola deveria ser simples, desprovida de qualquer car\u00e1ter rebuscado e, ao tratar de mat\u00e9ria ligada \u00e0 eternidade, tornava-se sempre atual. Simplicidade e eternidade eram termos que se entrela\u00e7avam no cerne da Revela\u00e7\u00e3o trazida por Jesus a respeito do Reino.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Duas vis\u00f5es opostas do Reino<\/strong><\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Os judeus tinham uma concep\u00e7\u00e3o equivocada sobre este ponto em particular.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Julgavam ser a vinda do Messias uma oportunidade \u00fanica para a realiza\u00e7\u00e3o do sonho nacionalista do povo eleito: uma interven\u00e7\u00e3o divina para instaurar uma era hist\u00f3rica na qual a supremacia pol\u00edtica, social e financeira sobre todos os povos seria atingida com gl\u00f3ria e triunfo.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Bem no sentido oposto estava o conte\u00fado da Revela\u00e7\u00e3o sobre o verdadeiro Reino. Neste, tudo \u00e9 despretens\u00e3o, lentid\u00e3o e enfrentamento de obst\u00e1culos. Da\u00ed sua aproxima\u00e7\u00e3o com as figuras do gr\u00e3o de mostarda, do joio e do trigo, par\u00e1bolas contrapostas aos erros de visualiza\u00e7\u00e3o do povo judeu.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Jesus prega \u00e0 multid\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Essa \u00e9 a tem\u00e1tica tratada ao longo de todo o cap\u00edtulo 13, de S\u00e3o Mateus.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Neste, acompanhamos a prega\u00e7\u00e3o de Jesus na Galil\u00e9ia. Ao sair de casa, Jesus se senta \u00e0 margem do mar de Tiber\u00edades. Envolve-O tal multid\u00e3o que se v\u00ea Ele na conting\u00eancia de subir a uma das barcas, para dali falar a todos. Discorre novamente em par\u00e1bolas: o semeador, a ciz\u00e2nia, o gr\u00e3o de mostarda, o fermento. Depois disto, despede os ouvintes e retorna para casa. Uma vez a s\u00f3s com os disc\u00edpulos, Lhe \u00e9 feito o pedido de explica\u00e7\u00f5es sobre a met\u00e1fora da ciz\u00e2nia.<br \/>\nSe continuarmos a ouvi-Lo, penetraremos no trecho do Evangelho da Liturgia de hoje.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Se bem que S\u00e3o Mateus apresente esses ensinamentos como tendo sido proferidos em casa, somente aos disc\u00edpulos, e n\u00e3o \u00e0 multid\u00e3o, Maldonado opina em sentido contr\u00e1rio: \u201cEu creio ser mais prov\u00e1vel que os tenha dito a todos antes, junto com as outras par\u00e1bolas\u201d.6<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\"><strong>II \u2013 A par\u00e1bola do tesouro escondido<\/strong><\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<span class=\"int-content-color\">\u201cO Reino dos C\u00e9us \u00e9 semelhante a um tesouro escondido num campo que, quando um homem o acha, esconde-o e, cheio de alegria pelo achado, vai e vende tudo o que tem e compra aquele campo.\u201d<\/span><\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Os detalhes secund\u00e1rios s\u00e3o omitidos pelo Evangelista. Ter\u00e3o, ou n\u00e3o, sido tratados pelo Divino Mestre? N\u00e3o temos como o saber. Por\u00e9m, pode-se imaginar o quanto a exposi\u00e7\u00e3o de Jesus deve ter sido atraent\u00edssima, pelo fato dEle discorrer sobre os temas atrav\u00e9s de Sua humanidade e, pari passu, ir iluminando, bem dispondo e auxiliando, pela gra\u00e7a e por Seu poder divino, o fundo da alma de cada um ali presente.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Mateus tem um objetivo concreto em mente. Por isso sintetiza a par\u00e1bola nos seus elementos essenciais, deixando de lado, por exemplo, a indica\u00e7\u00e3o de como foi descoberto o tal tesouro. Conhecemos n\u00f3s epis\u00f3dios havidos na Hist\u00f3ria, a prop\u00f3sito de descobertas deslumbrantes nessa linha.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Por isso, fica ao encargo de nossa imagina\u00e7\u00e3o ambient\u00e1-la, completando os pormenores. O homem esconde novamente o tesouro. De uma perspectiva moral, procede bem, n\u00e3o se apropriando das riquezas encontradas. E, ao mesmo tempo, mostra-se prudente n\u00e3o deixando \u00e0 vista aquelas preciosidades, para evitar as tenta\u00e7\u00f5es que algu\u00e9m pudesse ter ao deparar-se com elas.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">\u201cN\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio adequar este dado [o fato de esconder o tesouro] ao significado da par\u00e1bola, porque, segundo minha teoria, n\u00e3o \u00e9 parte dela, sen\u00e3o ornato\u201d.7<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Maldonado discorre sobre este ponto em particular com muito e s\u00e1bio crit\u00e9rio, glosando considera\u00e7\u00f5es feitas por S\u00e3o Jer\u00f4nimo e S\u00e3o Beda.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Parece-nos curioso que os autores concentrem seus coment\u00e1rios sobre o homem que encontra o tesouro, mas sejam displicentes em considerar o terreno onde estava ele escondido.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Seja-nos permitido fazer uma aplica\u00e7\u00e3o a esse prop\u00f3sito<\/strong><\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Olhando para os primeiros tempos da Igreja, vemos quanto custou aos judeus e pag\u00e3os convertidos \u201ccomprar o terreno\u201d no qual se escondia o tesouro da Salva\u00e7\u00e3o. A ren\u00fancia exigida era total: fam\u00edlia, bens, reputa\u00e7\u00e3o e at\u00e9 a pr\u00f3pria vida. Qu\u00e3o bem procederam, entretanto, os que ent\u00e3o abra\u00e7aram a F\u00e9 Cat\u00f3lica! A humanidade atual, qual dos dois pap\u00e9is representa: o do homem que deseja comprar, ou o do que quer vender? Infelizmente, a quase totalidade dos fatos nos inclina \u00e0 segunda hip\u00f3tese. Muitos de n\u00f3s, hoje em dia, ca\u00edmos na insensatez de n\u00e3o mais nos importarmos com esse tesouro de nossa F\u00e9, que tanto custou aos nossos antepassados, e pelo qual o Salvador derramou todo o Seu Precios\u00edssimo Sangue no Calv\u00e1rio. Por qu\u00e3o miser\u00e1vel pre\u00e7o vendemos, alguns de n\u00f3s, esse t\u00e3o elevado tesouro, tal como fez Esa\u00fa com sua primogenitura, ao troc\u00e1-la por um m\u00edsero prato de lentilhas! Hoje, mais do que nunca, multiplicam- se as \u201clentilhas\u201d da sensualidade, da corrup\u00e7\u00e3o, do prazer il\u00edcito, da ambi\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Aqui tamb\u00e9m poderia estar inclu\u00edda a figura do religioso que se deixa arrastar pelos afazeres concretos e vai se olvidando do \u201ctesouro\u201d pelo qual tudo abandonou em seu primitivo fervor.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Essa plenitude de alegria do homem da par\u00e1bola deve nos acompanhar a vida inteira, sem interrup\u00e7\u00e3o, por ser um dos efeitos da verdadeira F\u00e9. A virtude \u00e9 um dom gratuito; n\u00e3o se compra. Entretanto, sua posse cont\u00ednua e crescente custa esfor\u00e7os de ascese, piedade e fervor. \u00c9 preciso \u201cvendermos\u201d todas as nossas paix\u00f5es, caprichos, manias, v\u00edcios, sentimentalismos, etc., em s\u00edntese, toda a nossa maldade. \u00c9 o melhor \u201cneg\u00f3cio\u201d que se possa fazer nesta Terra.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\"><strong>III \u2013 A par\u00e1bola da p\u00e9rola preciosa<\/strong><\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<span class=\"int-content-color\">\u201cO Reino dos C\u00e9us \u00e9 tamb\u00e9m semelhante a um negociante que busca p\u00e9rolas preciosas, e tendo encontrado uma de grande pre\u00e7o, vai, vende tudo o que tem e a compra.\u201d<\/span><\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">\u201cO Reino dos C\u00e9us \u00e9 semelhante n\u00e3o ao mercador, mas sim \u00e0 p\u00e9rola; como na presente par\u00e1bola ele n\u00e3o \u00e9 semelhante ao homem que acha o tesouro, mas ao pr\u00f3prio tesouro em quest\u00e3o\u201d.8 Na Antig\u00fcidade, as p\u00e9rolas eram consideradas de um valor inestim\u00e1vel. Por essa raz\u00e3o, quem encontrasse \u00e0 venda alguma de excelente categoria estaria disposto a desfazer-se de todos os seus bens para compr\u00e1-la.9 O texto nos fala de \u201cum negociante que busca p\u00e9rolas preciosas\u201d. Ele, ao adquirir uma de alt\u00edssima qualidade, n\u00e3o pensa em vend\u00ea- la \u2013 pelo menos nada consta a esse respeito na letra do Evangelho.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Sobre detalhes secund\u00e1rios, debatem entre si diversos autores. O importante \u00e9 reter a id\u00e9ia de que a presente par\u00e1bola \u201ctem o mesmo significado que a precedente, variando apenas na mat\u00e9ria\u201d 10, ou seja, trata-se de, se necess\u00e1rio for, deixar tudo o que se possui com vistas a adquirir esse \u201ctesouro\u201d, ou \u201cp\u00e9rola\u201d, que nada mais \u00e9 do que o pr\u00f3prio Reino dos C\u00e9us.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">A esse respeito pondera S\u00e3o Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo: \u201cA prega\u00e7\u00e3o do Evangelho \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 uma fonte de m\u00faltiplas riquezas, como o \u00e9 um tesouro, mas \u00e9 tamb\u00e9m preciosa como uma p\u00e9rola\u201d.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">E mais adiante, completando seu pensamento, afirma: \u201cA verdade \u00e9 una, n\u00e3o pode ser dividida em v\u00e1rias partes; por isso se fala numa s\u00f3 p\u00e9rola encontrada. E assim como quem possui uma p\u00e9rola de grande pre\u00e7o conhece bem sua riqueza \u2013 enquanto todos os outros a ignoram, porque essa p\u00e9rola \u00e9 t\u00e3o pequena que cabe numa m\u00e3o \u2013 da mesma forma, na prega\u00e7\u00e3o do Evangelho, aqueles que t\u00eam a felicidade de receb\u00ea-la sabem quais riquezas espirituais adquiriram, riquezas completamente ignoradas daqueles que n\u00e3o conhecem o valor desse tesouro\u201d.11 De fato, quantos pensadores pag\u00e3os acabaram por aderir \u00e0 verdade do Cristianismo, naqueles primeiros tempos, ao se sentirem atra\u00eddos por sua doutrina, chegando alguns deles a entregar sua vida por amor a ela? Eram \u201cbons negociantes de p\u00e9rolas\u201d.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Pelo contr\u00e1rio, numerosos chegam a ser hoje os que abandonam a \u201cp\u00e9rola\u201d da verdade e preferem rolar no precip\u00edcio do erro, do equ\u00edvoco e da confus\u00e3o. Lan\u00e7am-se, sem receio, nas \u00e1guas turvas da indiferen\u00e7a e da tibieza a prop\u00f3sito de sua salva\u00e7\u00e3o eterna, do Reino e do pr\u00f3prio Deus. Para esses, o senso do ser vai se tornando cada vez mais embotado, a ponto de quase n\u00e3o mais distinguirem entre bem e mal, belo e feio, verdade e erro.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">E quantos h\u00e1 que, conhecendo a verdade, a ela n\u00e3o se entregam, por pura falta de generosidade? N\u00e3o \u201cvendem tudo o que possuem\u2026\u201d E quais s\u00e3o os que, no mundo atual, est\u00e3o dispostos a tudo sacrificar para manter o estado de Gra\u00e7a? Enfim, essas duas par\u00e1bolas completam- se harmoniosamente. Uma se refere ao pulchrum do Reino (a da p\u00e9rola); a outra busca inculcarnos a id\u00e9ia da vantagem, utilidade e pr\u00eamio (a do tesouro). Nesta \u00faltima se reflete a gratuidade do Reino (\u201cencontra\u201d); na anterior, o esfor\u00e7o (\u201cprocura\u201d). Em ambas torna-se patente quanto deve desapegar-se dos bens deste mundo todo aquele que deseja adquirir o Reino dos C\u00e9us.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\"><strong>IV \u2013 A par\u00e1bola da rede<\/strong><\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u201cO Reino dos C\u00e9us \u00e9 ainda semelhante a uma rede lan\u00e7ada ao mar, que apanha toda a esp\u00e9cie de peixes. Quando est\u00e1 cheia, os\u00a0pescadores tiram-na para fora e, sentados na praia, escolhem os bons para cestos e deitam fora os maus. Ser\u00e1 assim no fim do mundo: Vir\u00e3o os Anjos e separar\u00e3o os maus do meio dos justos, e lan\u00e7\u00e1-los-\u00e3o na fornalha de fogo. Ali haver\u00e1 choro e ranger de dentes.\u201d<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Continuamos ouvindo Jesus falar nas cercanias do mar de Tiber\u00edades, em cujas \u00e1guas, segundo informa\u00e7\u00f5es de entendidos, h\u00e1 aproximadamente trinta esp\u00e9cies diferentes de peixes. Descreve bem a realidade hist\u00f3rico-geogr\u00e1fica dessa par\u00e1bola o Pe. Manuel de Tuya, OP, ao analisar segundo a legisla\u00e7\u00e3o lev\u00edtica os peixes que eram considerados impuros \u2013 devido \u00e0 aus\u00eancia de escamas, etc. \u2013 e outros classificados como maus por serem defeituosos.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Da\u00ed que, ao chegar \u00e0 praia a rede, ap\u00f3s ter sido puxada pelos pescadores, os bons fossem postos em canastras e os maus recusados.12 Essa cena, t\u00e3o comum na vida di\u00e1ria de Seus disc\u00edpulos, \u00e9 recordada pelo Divino Mestre com o intuito de lhes deixar claro que, para penetrar no Reino dos C\u00e9us, \u00e9 indispens\u00e1vel ser bom cidad\u00e3o neste mesmo Reino, que aqui come\u00e7a com a vida sobrenatural.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 assim n\u00e3o seremos exclu\u00eddos no nosso Ju\u00edzo particular e, portanto, tamb\u00e9m no Final. \u201cOu dito de outra forma: compara-se a Santa Igreja a uma rede, porque foi entregue a alguns pescadores, e todos por meio dela s\u00e3o arrastados das ondas da vida presente ao Reino Eterno, a fim de que n\u00e3o pere\u00e7am submergidos no abismo da morte eterna.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">\u201cEsta Igreja re\u00fane todo tipo de peixes, porque chama para perdoar a todos os homens: aos s\u00e1bios e aos insensatos, aos livres e aos escravos, aos ricos e aos pobres, aos fortes e aos fracos.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Estar\u00e1 completamente cheia a rede, isto \u00e9, a Igreja, quando no fim dos tempos haja terminado o destino do g\u00eanero humano. Por isso, continua: \u2018a qual, quando est\u00e1 cheia\u2019, etc., porque assim como o mar representa o mundo, assim tamb\u00e9m a margem do mar figura o t\u00e9rmino do mundo; e neste t\u00e9rmino s\u00e3o escolhidos e guardados em canastros os bons, e os maus s\u00e3o lan\u00e7ados fora, ou seja, os eleitos s\u00e3o recebidos nos Tabern\u00e1culos Eternos, e os maus, depois de terem perdido a luz que iluminava o interior do Reino, ser\u00e3o levados \u00e0s trevas exteriores: porque agora a rede da F\u00e9 cont\u00e9m igualmente, como peixes mesclados, todos os maus e bons; mas logo na margem se ver\u00e1 os que est\u00e3o dentro da rede da Igreja\u201d.13 N\u00e3o s\u00f3 segundo S\u00e3o Greg\u00f3rio esta \u201crede\u201d pode ser interpretada como uma imagem da Igreja; muitos outros autores opinam no mesmo sentido.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">A Igreja se comp\u00f5e de justos, mas tamb\u00e9m de pecadores. O mal que \u00e0s vezes encontramos na sua parte humana n\u00e3o deve nos assustar, nem mesmo escandalizar; j\u00e1 est\u00e1 previsto. Nem por isso deixa a Igreja de ser Santa em sua ess\u00eancia, pois \u00e9 Ela divina. O que nos deve importar \u00e9 buscar essa \u201cp\u00e9rola\u201d e, encontrando esse \u201ctesouro\u201d, abandonar todo apego para sermos bons \u201cpeixes\u201d nessa rede.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">A tarefa da separa\u00e7\u00e3o caber\u00e1 aos Anjos, no dia do Ju\u00edzo: os bons \u00e0 direita, os maus \u00e0 esquerda; os sacerdotes santos ser\u00e3o apartados dos sacerdotes sacr\u00edlegos; os religiosos observantes, dos sensuais; os magistrados \u00edntegros, dos injustos; ser\u00e3o recebidas as virgens prudentes, rejeitadas as n\u00e9scias; as esposas fi\u00e9is, afastadas das ad\u00falteras; em s\u00edntese, os eleitos ser\u00e3o postos de um lado, e os r\u00e9probos de outro.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Caberia aqui uma exaustiva descri\u00e7\u00e3o a respeito dos tormentos eternos dos maus no inferno, como tamb\u00e9m e em contraposi\u00e7\u00e3o a estes, dos gozos celestiais que ter\u00e3o os bons na vida eterna. N\u00e3o faltar\u00e1 ocasi\u00e3o para se discorrer sobre t\u00e3o importante mat\u00e9ria.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\"><strong>V \u2013 Ep\u00edlogo<\/strong><\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Jesus ensinava aos Seus disc\u00edpulos a subst\u00e2ncia e as belezas do Reino dos C\u00e9us, constituindo-os doutores.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">E assim, altamente formados, deviam eles ensinar aos outros com abund\u00e2ncia e variedade de doutrina, segundo o n\u00edvel e necessidade de seus ouvintes, sem jamais serem surpreendidos \u201cde m\u00e3os vazias\u201d.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">\u201cPorque da mesma maneira que o pai de fam\u00edlia deve alimentar os seus com o mantimento corporal, assim o doutor evang\u00e9lico deve sustentar o povo crist\u00e3o com o sustento espiritual\u201d.14 Para n\u00f3s tamb\u00e9m constitui uma necessidade, quando temos outros sob nossa responsabilidade, empregarmos todos os meios da melhor erudi\u00e7\u00e3o \u2013 antiga e atual \u2013 e da mais atraente did\u00e1tica, a fim de bem instru\u00ed-los e form\u00e1-los.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Jesus contemplava, nessa ocasi\u00e3o, o futuro de Sua obra, j\u00e1 n\u00e3o mais somente com os conhecimentos eternos de Sua divindade, nem apenas com os da vis\u00e3o beat\u00edfica de Sua alma na gl\u00f3ria, mas atrav\u00e9s de Sua experi\u00eancia humana, e discernia os esplendores do desenlace final de todos os acontecimentos, depois de Seus dramas e sofrimentos durante a Paix\u00e3o. Exultava de alegria por ver com antecipa\u00e7\u00e3o o triunfo de Seus disc\u00edpulos, da Igreja, e dos bons em geral ap\u00f3s o Ju\u00edzo, assim como a justi\u00e7a do Pai desabando sobre aqueles que rejeitariam Sua Revela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Por isso, descortinava diante do p\u00fablico \u2013 como tamb\u00e9m de Seus disc\u00edpulos \u2013 panoramas do porvir, ora com tintas sombrias e carregadas de gravidade, ora com fulgores deslumbrantes e maravilhosos. Seus ouvintes, \u00e0s vezes, enchiam-se de temor e de terror, e, em outros momentos, de consola\u00e7\u00e3o e esperan\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"int-content-color\" style=\"text-align: justify;\">Pois o pavor \u00e9 um excelente freio face ao convite do mal, e a esperan\u00e7a \u00e9 um dos melhores est\u00edmulos para nos conduzir a Deus. Fixemos nosso entendimento e nosso cora\u00e7\u00e3o nas maravilhas do Reino dos C\u00e9us, e conservemos um perseverante terror da eternidade no Inferno. Assim, estaremos em condi\u00e7\u00f5es para nos localizar entre aqueles convidados que se encontrar\u00e3o \u00e0 direita de Jesus, no Ju\u00edzo Final!\u00a0<span class=\"int-content-color\">(Revista Arautos do Evangelho, Jul\/2008, n. 79, p. 12 a 19)<\/span><\/p>\n<pre><em>Fonte:<\/em>\u00a0http:\/\/www.arautos.org\/secoes\/artigos\/doutrina\/comentarios-ao-evangelho\/as-parabolas-sobre-o-reino-141054<\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Reino dos C\u00e9us \u00e9 semelhante a um tesouro escondido num campo que, quando um homem o acha, esconde-o e, cheio de alegria pelo achado, vai e vende tudo o que tem e compra aquele campo. O Reino dos C\u00e9us \u00e9 tamb\u00e9m semelhante a um negociante que busca p\u00e9rolas preciosas, e tendo encontrado uma de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-56","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dovergilio.com\/rede\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/56","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dovergilio.com\/rede\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/dovergilio.com\/rede\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dovergilio.com\/rede\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dovergilio.com\/rede\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/dovergilio.com\/rede\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/56\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":59,"href":"https:\/\/dovergilio.com\/rede\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/56\/revisions\/59"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dovergilio.com\/rede\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}