{"id":114,"date":"2019-10-11T10:31:09","date_gmt":"2019-10-11T13:31:09","guid":{"rendered":"https:\/\/dovergilio.com\/rede\/?page_id=114"},"modified":"2020-01-11T07:58:46","modified_gmt":"2020-01-11T10:58:46","slug":"o-evangelho-de-sao-joao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/dovergilio.com\/rede\/o-evangelho-de-sao-joao\/","title":{"rendered":"O Evangelho de Jo\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Este Evangelho tem caracter\u00edsticas muito pr\u00f3prias, que o distinguem dos Sin\u00f3pticos. Mesmo quando refere id\u00eanticos acontecimentos, Jo\u00e3o apresenta perspectivas e pormenores diferentes dos Sin\u00f3pticos. N\u00e3o obstante, enquadra-se, como estes, no mesmo g\u00e9nero liter\u00e1rio de Evangelho e conserva a mesma estrutura fundamental e o mesmo car\u00e1cter de proclama\u00e7\u00e3o da mensagem de Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><span style=\"color: #ff0000;\">UM EVANGELHO ORIGINAL<\/span><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns temas importantes dos Sin\u00f3pticos n\u00e3o aparecem aqui: a inf\u00e2ncia de Jesus e as tenta\u00e7\u00f5es, o serm\u00e3o da montanha, o ensino em par\u00e1bolas, as expuls\u00f5es de dem\u00f3nios, a transfigura\u00e7\u00e3o, a institui\u00e7\u00e3o da Eucaristia\u2026 Por outro lado, s\u00f3 Jo\u00e3o apresenta as alegorias do bom pastor, da porta, do gr\u00e3o de trigo e da videira, o discurso do p\u00e3o da vida, o da ceia e a ora\u00e7\u00e3o sacerdotal, os epis\u00f3dios das bodas de Can\u00e1, da ressurrei\u00e7\u00e3o de L\u00e1zaro e do lava-p\u00e9s, os di\u00e1logos com Nicodemos e com a samaritana\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao contr\u00e1rio dos Sin\u00f3pticos, em que toda a vida p\u00fablica de Jesus se enquadra fundamentalmente na Galileia, numa \u00fanica viagem a Jerusal\u00e9m e na breve presen\u00e7a nesta cidade pela P\u00e1scoa da Paix\u00e3o e Morte, no IV Evangelho Jesus actua sobretudo na Judeia e em Jerusal\u00e9m, onde se encontra pelo menos em tr\u00eas P\u00e1scoas diferentes (2,13; 6,4; 11,55; ver 5,1).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O\u00a0<b>vocabul\u00e1rio<\/b>\u00a0\u00e9 reduzido, mas muito expressivo, de forte poder evocativo e profundo simbolismo, com muitas palavras-chave: verdade, luz, vida, amor, gl\u00f3ria, mundo, julgamento, hora, testemunho, \u00e1gua, esp\u00edrito, amar, conhecer, ver, ouvir, testemunhar, manifestar, dar, fazer, julgar&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a grande originalidade de Jo\u00e3o s\u00e3o os\u00a0<b>discursos<\/b>. Nos Sin\u00f3pticos, estes s\u00e3o pequenas unidades liter\u00e1rias sistematizadas; aqui, longas unidades com um \u00fanico tema (3,14-16; 4,26; 10,30; 14,6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O\u00a0<b>estilo<\/b>\u00a0\u00e9 muito caracter\u00edstico, desenvolvendo as mesmas ideias de forma conc\u00eantrica e crescente. Assim, os temas da \u201cLuz\u201d: 1,4.5.9; 3,19-21; 8,12; 9; 11,9-10; 12,35-36.46; da \u201cVida\u201d: 1,4; 3,15-16; 5,1-6,71 (desenvolvimento); 10,10.17-18.28; 11,25-26; 12,25.50; da \u201cHora\u201d: 2,4; 5,25.28; 7,30; 8,20; 12,23.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tem um\u00a0<b>car\u00e1cter dram\u00e1tico<\/b>. Depois de tantos anos, Jesus continua a ser rejeitado pelo seu pr\u00f3prio povo (1,11) e os judeus crist\u00e3os a serem hostilizados pelos judeus incr\u00e9dulos (9,22.34; 12,42; 16,2). O homem aceita a oferta divina e tem a vida eterna, ou a rejeita e sofre a condena\u00e7\u00e3o definitiva (3,36).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar disso, todo o Evangelho respira serenidade e vai ao ponto de transformar as d\u00favidas em confiss\u00f5es de f\u00e9 (4,19.25; 6,68-69), os esc\u00e1rnios em aclama\u00e7\u00f5es (19,3.14) e a inf\u00e2mia da cruz num trono de gl\u00f3ria (3,14; 8,28; 12,32). Para isso, o evangelista serve-se dos recursos liter\u00e1rios da ironia (3,10; 4,12; 18,28), do mal-entendido (2,19.22; 3,3; 4,10.31-34; 6,41-42.51; 7,33-36; 8,21-22.31-33.51-53.56-58), das ant\u00edteses (luz-trevas, verdade-mentira, vida-morte, salva\u00e7\u00e3o-condena\u00e7\u00e3o, celeste-terreno) e das express\u00f5es com dois sentidos: do alto ou de novo (3,3), pneuma (3,8), no sentido de vento e esp\u00edrito, erguer para significar crucificar e exaltar, ver no sentido f\u00edsico e espiritual, \u00e1gua viva, etc..<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra caracter\u00edstica \u00e9 o\u00a0<b>simbolismo<\/b>, que pertence \u00e0 pr\u00f3pria estrutura deste Evangelho, organizado para revelar tudo o que nele se relata: milagres, di\u00e1logos e discursos. Assim, os milagres s\u00e3o chamados \u201csinais\u201d, porque revelam a identidade de Jesus, a sua gl\u00f3ria, o seu ser divino e o seu poder salvador, como p\u00e3o (6), luz (9), vida e ressurrei\u00e7\u00e3o (11), em ordem a crer nele; outras vezes s\u00e3o \u201cobras do Pai\u201d, mas que o Filho tamb\u00e9m faz (5,19-20.36).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><span style=\"color: #ff0000;\">COMPOSI\u00c7\u00c3O E AUTOR<\/span><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora seja evidente a unidade da obra e o seu fio condutor, notam-se algumas pequenas irregularidades. A mais surpreendente \u00e9 uma dupla conclus\u00e3o (20,30-31; 21,24-25); o cap\u00edtulo 16 parece uma repeti\u00e7\u00e3o do 14; em 14,31 Jesus manda sair do lugar da ceia e s\u00f3 em 18,1 \u00e9 que de facto saem&#8230; Isto leva a pensar que a obra n\u00e3o foi redigida de uma s\u00f3 vez.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este Evangelho tem na base uma testemunha ocular \u00abque d\u00e1 testemunho destas coisas e que as escreveu\u00bb (21,24; ver 19,35). O autor esconde-se atr\u00e1s de um singular ep\u00edteto: \u00abO disc\u00edpulo que Jesus amava\u00bb (13,23; 19,26; 20,2; 21,24; ver 1,35-39; 18,15). A tradi\u00e7\u00e3o, a partir de Santo Ireneu, \u00e9 un\u00e2nime em atribuir o IV Evangelho a Jo\u00e3o, irm\u00e3o de Tiago e filho de Zebedeu, um dos Doze Ap\u00f3stolos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A an\u00e1lise interna deixa ver que o autor era judeu e tinha convivido com Jesus. N\u00e3o constitui problema para a autoria joanina o facto de Jo\u00e3o ser um pescador, iletrado; ent\u00e3o, era corrente n\u00e3o ser o pr\u00f3prio autor a escrever a sua obra. Tamb\u00e9m \u00e9 prov\u00e1vel que um grupo de disc\u00edpulos interviesse na redac\u00e7\u00e3o, sob a sua orienta\u00e7\u00e3o e autoridade; da\u00ed a primeira pessoa do plural \u00abn\u00f3s\u00bb, que por vezes aparece (3,11; 21,24).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi este o \u00faltimo Evangelho a ser publicado, entre o ano 90 e 100. N\u00e3o pode ser uma obra tardia do s\u00e9culo II, como pretendeu a cr\u00edtica liberal do s\u00e9culo passado; a sua utiliza\u00e7\u00e3o por Santo In\u00e1cio de Antioquia, martirizado em 107, e a publica\u00e7\u00e3o em 1935 do papiro de Rylands, datado de cerca do ano 120, desautorizou tal pretens\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tem-se discutido muito acerca do meio cultural de que depende; mas devemos ter em conta a sua grande originalidade e a afinidade com o pensamento paulino das Cartas do cativeiro. Os discursos de auto-revela\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o aparecem em toda a B\u00edblia, n\u00e3o procedem dos escritos gn\u00f3sticos e mandeus (parece serem estes que imitam Jo\u00e3o); t\u00eam ra\u00edzes no Antigo Testamento, sobretudo nos livros sapienciais, onde a Sabedoria personificada se auto-revela falando na primeira pessoa (Pr 8,12-31; Sb 6,12-21).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><span style=\"color: #ff0000;\">VALOR HIST\u00d3RICO<\/span><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chamar \u201csinais\u201d aos milagres \u00e9 indicar que se trata de factos significativos e n\u00e3o de meros s\u00edmbolos. Com efeito, o pr\u00f3prio Jesus se proclama testemunha da verdade (18,37) e o texto apoia-se numa testemunha ocular. \u00c9 um testemunho que n\u00e3o se confina a meros acontecimentos hist\u00f3ricos, pois tem como objecto a f\u00e9 na pessoa e na obra salvadora de Jesus; mas brota de acontecimentos vistos por essa testemunha (19,35; 20,8; 21,24).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao incluir alguns termos aramaicos e uma sintaxe semita, mostra que \u00e9 um escrito ligado \u00e0 primitiva tradi\u00e7\u00e3o oral palestinense. Por outro lado, os muitos pormenores relativos \u00e0s institui\u00e7\u00f5es judaicas, \u00e0 cronologia e geografia, provam o rigor da informa\u00e7\u00e3o, \u00e0s vezes confirmada por descobertas arqueol\u00f3gicas. Sem as informa\u00e7\u00f5es de Jo\u00e3o, n\u00e3o se poderiam entender correctamente os dados dos Sin\u00f3pticos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se fosse apenas uma obra teol\u00f3gica, o autor n\u00e3o teria o cuidado constante de ligar o relato \u00e0s condi\u00e7\u00f5es reais da vida de Jesus. Uma contraprova do seu valor hist\u00f3rico: quando n\u00e3o possui dados certos, n\u00e3o inventa. Assim, no per\u00edodo anterior \u00e0 Encarna\u00e7\u00e3o, fala da preexist\u00eancia do Verbo, mas nada diz da sua vida no seio do Pai, como seria de esperar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><span style=\"color: #ff0000;\">DIVIS\u00c3O E CONTE\u00daDO<\/span><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A concep\u00e7\u00e3o desta obra obedece a uma linha de pensamento teol\u00f3gico coerente e unificadora. Face aos v\u00e1rios esquemas propostos, limitamo-nos a assinalar as unidades do conjunto para deixar ver um pouco da sua riqueza e profundidade:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Pr\u00f3logo<\/b>\u00a0(1,1-18): uma solene abertura, que anuncia as ideias mestras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>I. Manifesta\u00e7\u00e3o de Jesus ao mundo<\/b>\u00a0(1,19-12,50), como Messias, Filho de Deus, atrav\u00e9s de sinais, discursos e encontros. Distinguem-se aqui cinco grandes sec\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<dl>\n<dd><b>1. Primeiro ciclo da manifesta\u00e7\u00e3o de Jesus<\/b>: 1,19-4,54. Semana inaugural.<\/dd>\n<dd><b>2. Jesus revela a sua divindade<\/b>: Ele \u00e9 \u00abo Filho\u00bb, igual ao Pai: 5,1-47<\/dd>\n<dd><b>3. Jesus \u00e9 \u00abo P\u00e3o da Vida\u00bb<\/b>: 6,1-71.<\/dd>\n<dd><b>4. Jesus \u00e9 \u00aba luz do mundo\u00bb<\/b>: grandes declara\u00e7\u00f5es messi\u00e2nicas por ocasi\u00e3o das festas das Tendas e da Dedica\u00e7\u00e3o: 7,1-10,42.<\/dd>\n<dd><b>5. Jesus \u00e9 \u00aba vida\u00bb do mundo<\/b>: 11,1-12,50.<\/dd>\n<\/dl>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>II. Revela\u00e7\u00e3o de Jesus aos seus<\/b>\u00a0(13,1-21,25): manifesta\u00e7\u00e3o a todos como Messias e Filho de Deus atrav\u00e9s do \u201cGrande Sinal\u201d, por ocasi\u00e3o da sua P\u00e1scoa definitiva.<\/p>\n<dl>\n<dd><b>6. A \u00daltima Ceia<\/b>: 13,1-17,26.<\/dd>\n<dd><b>7. Paix\u00e3o, Morte e Ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus<\/b>: 18,1-20,29.<\/dd>\n<\/dl>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Ep\u00edlogo<\/b>\u00a0(20,30-21,25): dupla conclus\u00e3o. Apari\u00e7\u00e3o na Galileia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><span style=\"color: #ff0000;\">OBJECTIVO E TEOLOGIA<\/span><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este Evangelho prop\u00f5e-se confirmar na f\u00e9 em Jesus, como Messias e Filho de Deus (20,30-31). Destina-se aos crist\u00e3os, na sua maioria vindos do paganismo (pois explica as palavras e costumes hebraicos), mas tamb\u00e9m em parte vindos do juda\u00edsmo, com dificuldades acerca da condi\u00e7\u00e3o divina de Jesus e com apego exagerado \u00e0s institui\u00e7\u00f5es religiosas judaicas que se apresentam como superadas (1,26-27; 2,19-22; 7,37-39; 19,36). Sem polemizar contra os gn\u00f3sticos docetas, que negavam ter Jesus vindo em carne mortal (1 Jo 4,2-3; 5,6-7), Jo\u00e3o n\u00e3o deixa de sublinhar o realismo da humanidade de Jesus (1,14; 6,53-54; 19,34). Por outro lado, \u00e9 um premente apelo \u00e0 unidade (10,16; 11,52; 17,21-24; 19,23) e ao amor fraterno entre todos os fi\u00e9is (13,13.15.31-35; 15,12-13).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jo\u00e3o pretende dar-nos a chave da compreens\u00e3o do mist\u00e9rio da pessoa e da obra salvadora de Jesus, sobretudo atrav\u00e9s do recurso constante \u00e0s Escrituras: \u00abInvestigai as Escrituras (&#8230;): s\u00e3o elas que d\u00e3o testemunho a meu favor\u00bb (5,39). Embora seja o Evangelho com menos cita\u00e7\u00f5es expl\u00edcitas do Antigo Testamento, \u00e9 aquele que o tem mais presente, procurando, das mais diversas maneiras (por m\u00e9todos der\u00e1chicos), extrair-lhe toda a riqueza e profundidade de sentido em favor de Jesus como Messias e Filho de Deus, que cumpre tudo o que acerca dele estava anunciado por palavras e figuras (19,28.30).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m destes temas fundamentais da f\u00e9 e do amor, Jo\u00e3o cont\u00e9m a revela\u00e7\u00e3o mais completa dos mist\u00e9rios da Sant\u00edssima Trindade e da Encarna\u00e7\u00e3o do Verbo, o Filho no seio do Pai, o Filho Unig\u00e9nito, que nos torna filhos (adoptivos) de Deus; a doutrina sobre a Igreja (10,1-18; 15,1-17; 21,15-17) e os Sacramentos (3,1-8; 6,51-59; 20,22-23) e sobre o papel de Maria, a \u201cmulher\u201d, nova Eva, M\u00e3e da nova humanidade resgatada (2,1-5; 19,25-27).<\/p>\n<p><em><strong>Veja uma contribui\u00e7\u00e3o em ingl\u00eas:<\/strong><\/em> <a href=\"https:\/\/dovergilio.com\/rede\/john\/\">The Gospel of John<\/a><\/p>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este Evangelho tem caracter\u00edsticas muito pr\u00f3prias, que o distinguem dos Sin\u00f3pticos. 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